Somos todos herdeiros de 22!
março 25, 2022
VOTAR EM LULA PARA SALVAR O BRASIL
outubro 7, 2022

Votar em Lula e lutar por um novo Brasil

As próximas eleições presidenciais serão um marco do destino brasileiro. Trata-se um divisor de águas: ou o Brasil sucumbe definitivamente com a reeleição de Jair Bolsonaro, ou a única candidatura viável do campo progressista, a de Luiz Inácio Lula da Silva, é eleita abrindo espaço para a reconstrução nacional.

Sem embargo de críticas programáticas e de divergências táticas e estratégicas com o Partido dos Trabalhadores e suas forças satélites, o voto em Lula tornou-se um imperativo histórico nestas eleições. Não há outra alternativa, não apenas para os comunistas ora nosso caso, mas além, não há outra alternativa para todo o conjunto do campo progressista senão votar em Lula e disputar, ainda que sem qualquer ilusão, os rumos de sua campanha e de seu futuro governo, então tarefa que deve ser bastante desempenhada nas redes e nas ruas.

A candidatura de Ciro Gomes, honrado brasileiro, liderança que chegamos a caminhar juntos de 2016 a 2019, lamentavelmente, encontra-se hoje em situação de plena inviabilidade político-eleitoral. As limitações para o seu crescimento estão colocadas há muito, inclusive tendo sido objeto de nossas fraternas críticas construtivas vide ponto 9 da nossa Resolução VIII (datada de 18 de dezembro de 2019). Desde então, compreendemos que o quadro pedetista piorou, em que pese ter ocorrido, nos últimos tempos, uma alteração de postura nas redes sociais e um crescimento espontâneo de parcela do eleitorado “nem-nem” (nem Lula nem Bolsonaro). No entanto, esse crescimento, fruto de uma demanda reprimida por uma “alternativa à polarização”, é numericamente limitado e disputado com outras candidaturas presidenciais menores da direita e da centro-direita. Ademais, para alcançar esse eleitorado, Ciro viu-se obrigado a adotar uma postura antipetista, uma escolha tática arriscada quando exagerada e feita sem ter uma base social-partidária suficientemente capaz de realizar o enfrentamento com a base petista, sendo uma decisão abertamente distanciadora da imensa maioria do campo progressista.

É importante esclarecer que a política não é a mera expressão das nossas vontades, não bastando apenas ter um projeto convergente ou minimamente dialógico com a urgência da Etapa Nacional Libertadora, então estágio atual da luta revolucionária brasileira. É preciso mais. É preciso ter viabilidade para materializar a concretização desse projeto, é preciso ter força popular, é preciso ter organização nas massas para sustentar um movimento patriótico de libertação nacional. Do contrário, será somente uma boa e justa elaboração teórica, todavia irrealizável. Essa, vale dizer, sempre foi a principal crítica de nossa Organização para a campanha de Ciro Gomes, e será sempre a mesma crítica para vacinar toda e qualquer campanha eleitoral que pretenda superar nacionalmente o petismo: antes de superar nas urnas, antes de realizar articulações amplas, supere o petismo nas organizações populares, supere o petismo no seio de representação social das massas, reconstruindo partidariamente e, tão logo, coletivamente, algo novo, sólido e denso. Sem um movimento patriótico-popular, organizado e massificado, seja em forma institucional de partido ou não, não haverá uma alternativa progressista ao lulismo tão cedo, ou pelo menos não haverá enquanto o lulismo for, por si, essa força viva singular na sociedade brasileira.

Diante disso, a tarefa dos comunistas é votar em Lula e lutar por um novo Brasil. A nossa tarefa é programatizar a campanha de Lula em três eixos fundamentais, que também devem ser os eixos do movimento patriótico e popular, o qual está no porvir: o Eixo da Democracia (pela defesa das liberdades democráticas e dos direitos políticos; pelas garantias constitucionais do Estado Democrático de Direito; pela defesa da Constituição Federal de 1988); o Eixo do Povo (pela retomada dos direitos sociais, trabalhistas e previdenciários; pela revogação da reforma trabalhista; pela revogação do teto de gastos sociais; por investimentos massivos na educação pública e na saúde pública; pela revogação da reforma previdenciária; por um Projeto Nacional de Desenvolvimento; pelo fortalecimento da geração de empregos; pela revogação da autonomia do Banco Central; pelo fim da paridade internacional da política de preços da Petrobrás); e o Eixo da Soberania Nacional (pela reestatização de ativos da Petrobrás; pela reestatização da Eletrobrás; contra as violações à soberania brasileira; pela retomada nacional da Base de Alcântara; pela defesa da Amazônia enquanto patrimônio nacional, pela proteção dos povos originários e por uma política assertiva de desenvolvimento sustentável naquela região; contra o entreguismo privatista de nossas estatais e de nossas riquezas nacionais; e contra a submissão vergonhosa de nossa política externa aos interesses dominantes do imperialismo ianque e do imperialismo europeu).

Em síntese, além de cumprir, nestas eleições burguesas, a tática eleitoral de votar em Lula e nas demais candidaturas parlamentares e executivas estaduais de seu entorno, criar “Comitês Lula Lá por um novo Brasil”, agitando um programa profundamente avançado, e alternativo aos ditames oficiais da campanha de Lula com seus vacilos identitários e seu excessivo foco em questões etéreas de valores (algo muito mais preocupante do que o candidato a vice ser Geraldo Alckmin), finalmente, será esse o caminho a ser trilhado para, mais que derrotar Bolsonaro nas urnas, enfim, aniquilar o bolsonarismo nas redes e nas ruas, apontando a luta por um novo Brasil: independente, soberano, justo, desenvolvido e solidário.

Por fim, necessário refletir abertamente sobre a preparação militante para o próximo período. Tanto o cenário de vitória quanto o pesadelo de uma eventual derrota de Lula serão cenários de intensa disputa beligerante. Se Lula vencer, terá que ser garantida a sua posse, pois Bolsonaro e, principalmente, o bolsonarismo (em descontrole ou organizadamente com aparatos repressivos e forças armadas), serão capazes de tudo para impedir a vitória das forças progressistas. No entanto, eles não vão conseguir parar a marcha da reconstrução nacional. Nós venceremos Bolsonaro e esmagaremos o bolsonarismo!

Assim caminha o Partido de Carlos Marighella, de Joaquim Câmara Ferreira, e de Zilda Xavier Pereira! Assim caminha o Partido da Revolução! Assim caminham os Soldados e as Soldadas do Comandante Marighella! Assim caminham aqueles e aquelas que não possuem tempo para ter medo! Assim caminha nosso Partido – a Organização A Marighella – Construção do Partido Revolucionário!

RADICALIZAR, AMPLIAR E IMPULSIONAR O MOVIMENTO PATRIÓTICO E POPULAR!
RADICALIZAR PELA LIBERTAÇÃO NACIONAL E PELA DIGNIDADE DO POVO BRASILEIRO!
AMPLIAR PARA GARANTIR O POSSÍVEL!

IMPULSIONAR O MOVIMENTO PATRIÓTICO E POPULAR: PELA BRAVA GENTE!
SERVIR AO POVO DE TODO O CORAÇÃO: VENCEREMOS!
VOTAR EM LULA E LUTAR POR UM NOVO BRASIL! NÓS VENCEREMOS BOLSONARO E ESMAGAREMOS O BOLSONARISMO!

O Comando Nacional da Organização A Marighella – CPR.

Brasil, 16 de junho de 2022; ao centésimo décimo primeiro ano de imortalidade do Comandante Carlos Marighella.