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“Cada novo objetivo da classe trabalhadora representa um passo que conduz a Humanidade
para o reino da liberdade e da igualdade social: cada direito que ganha a mulher,
ela se aproxima da meta fixada de sua emancipação total.”
Alexandra Kollontai

Somos as Guerrilheiras, a setorial de mulheres da Organização A Marighella. Lutamos pelo Feminismo Popular Brasileiro, o feminismo integrante à construção do Socialismo Popular Brasileiro. Somos mulheres dispostas para a luta verdadeiramente revolucionária. Somos o combate ao machismo opressor, tão inerente ao capitalismo. Somos a luta contra o patriarcado. Somos meninas, jovens, mães, idosas… Somos mulheres! E somos guerrilheiras! Porque toda mulher da brava gente brasileira é fundamentalmente guerreira. E quando toma consciência de classe, quando toma consciência revolucionária, torna-se naturalmente uma guerrilheira pela revolução e pelo socialismo. Assim somos nós, mulheres do povo brasileiro, mulheres guerrilheiras, mulheres da revolução.

As Guerrilheiras entendem que o feminismo deve combater tanto o machismo quanto o racismo e o capitalismo. Não haverá Brasil livre do machismo e das opressões quando em curso estiver o sistema da exploração, o sistema capitalista. O feminismo popular brasileiro, portanto, é revolucionário. Pois visa a destruição do capitalismo, já que apenas o Socialismo nos conduzirá a uma sociedade livre do machismo, do racismo e de todas as opressões.

Consideramos que toda a luta feminista deve estar vinculada diretamente à luta maior: a luta revolucionária. Dessa forma, as Guerrilheiras são parte setorial da Organização A Marighella, estando suas ações orientadas pela estratégia revolucionária do nosso Partido. Evidentemente que as Guerrilheiras são munidas da moral revolucionária, não devendo ceder espaço para a moral burguesa, nem mesmo para os individualismos e divisionismos tão próprios do feminismo burguês. Assim, não temos receio de enfrentar o debate sobre os jargões baratos que os movimentos feministas pós-modernos, ora aliados diretos ou indiretos da preservação do capital, criaram.

Um desses debates é sobre a célebre expressão “meu corpo, minhas regras”. Compreendemos que a ausência de questionamentos a essa expressão leva a um sério desvio político-ideológico. Obviamente que a luta pela emancipação do corpo da mulher, contra a objetificação e contra a intervenção conservadora, é o norte de criação dessa expressão. Afinal, devemos ser livres para fazermos o que quisermos com nossos corpos, bem como para usarmos as roupas que bem entendermos. No entanto, tal expressão deve ser bem observada, pois ataques aos corpos das mulheres podem muitas vezes estarem contemplados pelo liberalismo individualista burguês. É o caso da prostituição, por exemplo. Nenhuma mulher comunista pode imaginar um novo mundo onde mulheres sejam obrigadas a vender seus corpos para garantir a subsistência própria e familiar; ainda que hoje, dentro dos marcos do capitalismo, a luta pela regulamentação da prostituição seja uma urgência para salvar mulheres invisíveis em estado de risco. Assim sendo, diferentemente da expressão “meu corpo, minhas regras”, as Guerrilheiras entendem que verdadeiramente as regras dos nossos corpos devem ser coletivas. E não individuais. Porque o pertencimento feminino é coletivo, é de todas as mulheres: nossos corpos, nossas regras!

Outro debate é sobre a apropriação de termos pejorativos, aplicados cotidianamente pelo machismo: “vadias”, “putas”, “piranhas”, etc.. As Guerrilheiras entendem que a utilização das terminologias cuspidas pelo patriarcado pouco acumula na luta das mulheres, haja vista que as principais vítimas do pior e mais cruel machismo – as mulheres do povo, as mulheres trabalhadoras – não conseguem compreender, nem concordam, com a assunção dos xingamentos machistas. Ao contrário, é nítido que as manifestações com essas nomenclaturas agregam muito mais jovens adeptas do feminismo burguês, que só estão preocupadas com a própria liberdade sexual e nada mais, ignorando a realidade das empregadas domésticas, por exemplo. Entretanto, sabemos os justos motivos pelos quais levaram as escolhas dos nomes dessas manifestações. E reconhecemos a importância de eventualmente estarmos realizando intervenções nesses atos com objetivo de conscientizar mais e mais mulheres para o caminho do Socialismo e da Revolução. Porém, não problematizar tudo isso é ignorar a verdade, qual seja a ausência das mulheres proletárias, das mulheres populares, nesses atos. Portanto, nem vadia, nem santa: sejamos revolucionárias!

As Guerrilheiras, enfim, são mulheres que dedicam suas vidas pelas causas do Socialismo e da Revolução. As Guerrilheiras são dotadas da bravura das mulheres do povo brasileiro. As Guerrilheiras buscam seguir o legado das grandes mulheres guerreiras, heroínas da Pátria Brasileira: Anita Garibaldi, Maria Bonita, Clara Charf, Maria Quitéria, Bárbara Alencar, Zilda Xavier, Nísia Augusta, Olga Benário, Chiquinha Gonzaga, Pagu, e tantas outras mulheres que entregaram suas vidas pela construção de um novo Brasil e pela efetivação dos direitos femininos. Igualmente, somos aquelas que ousam seguir o legado das mulheres internacionais que muito nos inspiram: Alexandra Kollontai, Melba Hernández, Chang Chiu-Hsiang, Fan Chin, Zoya Kosmodemyanskaya, Zinaida Portnova, Frida Kahlo, Marina Raskova, Nina Alexeyevna, Lyudmila Pavlichenko, Roza Shanina, e tantas outras partisans guerrilheiras de todo o mundo.

Somos as mulheres da brava gente brasileira, somos as mulheres da Organização A Marighella, somos as lutadoras do povo brasileiro… Somos combatentes do Socialismo, somos Soldadas da Revolução… Tudo que nos pertence é o sonho de ao lado dos nossos Camaradas ver triunfar o Socialismo Popular Brasileiro, ver prosperar a Revolução.

Sou feminista, sou Guerrilheira! Sou a mulher da Brava Gente Brasileira!

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