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[Coluna RJ] nota de repúdio ao suicídio político de Pedro Fernandes

A Coluna do Rio de Janeiro da Organização A Marighella, assim como todas as forças políticas que apoiaram Ciro Gomes no Rio, foi surpreendida na manhã deste 15 de outubro com a declaração de apoio do candidato pedetista ao governo do estado do Rio, o ex-deputado estadual Pedro Fernandes, à candidatura do juiz Wilson Witzel, que disputa o segundo turno com o ex-prefeito carioca Eduardo Paes.

Como é notório, Witzel representa as forças mais atrasadas, obscurantistas e reacionárias na disputa ao governo do estado do Rio. Vinculado totalmente ao fascista Jair Bolsonaro, Witzel propõe a privatização das universidades estaduais, o ensino à distância em escolas públicas de ensino médio, a extinção da secretaria de segurança pública, a criação de um corpo jurídico para defender policiais militares em casos de abuso de autoridade, além de outros absurdos. Não há dúvidas de que somente apoiará Witzel quem prefere o oportunismo eleitoral de “surfar na onda Bolsonaro”, e quem está disposto a trocar uma perspectiva política de futuro por fisiologismo de cargos no presente tenebroso.

Nunca tivemos qualquer ilusão com Pedro Fernandes. Sempre tivemos noção de seus limites e de suas debilidades, problemas naturais a qualquer candidato marcado pela falta de preparo ideológico e de formação política. Apoiamos Pedro Fernandes pela necessidade de nacionalizar a eleição fluminense, afirmando o voto do Ciro no estado, ou seja, apoiamos sabendo das limitações de Pedro. Todavia, quando afirmamos ter sido uma surpresa é porque compreendemos que a decisão de Pedro Fernandes é um flagrante suicídio político! Não há qualquer dificuldade de compreender que dos 466.954 votos recebidos por Pedro (6,11% dos votos válidos do estado do Rio), a gigante maioria foi oriunda do fenômeno eleitoral de Ciro Gomes (1.300.292 votos/15,22% dos votos válidos do estado do Rio). Somente na capital, Ciro Gomes fez mais votos do que todo o eleitorado de Pedro no estado (Ciro fez 645.674 votos/19,49% dos votos válidos da capital carioca). O eleitorado cirista dividiu-se claramente entre Pedro Fernandes (PDT) e Tarcísio Motta (PSOL).

A política até pode não ser uma ciência exata, mas a matemática eleitoral é. Portanto, se Pedro Fernandes sonhava ser prefeito do Rio de Janeiro, a sua chance era seguir a orientação progressista, apoiar criticamente Eduardo Paes, e construir bases mais sólidas com o fenômeno “cirista” na cidade do Rio. Portanto, esta nota não é de repúdio a decisão unilateral estranha, mas comum a políticos burgueses tais como Pedro, mas sim, é uma nota de repúdio ao suicídio político de Pedro Fernandes.

A Marighella tem lado! Vamos contra o fascismo de toga, vamos criticamente com Eduardo Paes 25! Ainda que o próprio Eduardo Paes já tenha sinalizado para o eleitorado de Bolsonaro, sabemos bem diferenciar o que Paes representa (a velha direita liberal fluminense) e o que representa o juiz Witzel (o neofascismo).

Por fim, lembramos a velha máxima de Brizola: a política adora uma traição, mas abomina o traidor. 

Declarar voto no juiz que quer acabar com a educação pública no dia dos professores é praticamente uma tragicomédia encenada numa praça de Irajá… Descanse em paz, Pedro Fernandes! Agora jaz mais um defunto político no Rio!

 

O Comitê Estadual da Coluna do Rio de Janeiro da Organização A Marighella – Construção do Partido Revolucionário.

Rio de Janeiro, 15 de outubro de 2018; ao centésimo sétimo ano de imortalidade do Comandante Carlos Marighella.