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[Coluna RS] Nem Leite, nem Sartori! É nulo por um novo Rio Grande!

As eleições do Rio Grande do Sul foram trágicas para o campo progressista. O cenário apontado pela A Marighella no começo do primeiro turno já indicava a necessidade de uma unidade em torno do nome mais competitivo e menos rejeitado. Apoiamos Jairo Jorge (PDT), ex-prefeito de Canoas, que apresentou um projeto de desenvolvimento para o Rio Grande.

Entretanto, erros diversos na campanha de Jairo (pouca vinculação com a campanha nacional de Ciro, baixa intensidade nos ataques ao governador Sartori, o candidato mais rejeitado e mais fácil de ser criticado, nomes sem expressão política na chapa para o senado, dentre outros equívocos), aliado ao abandono irresponsável de diversos nomes do PDT com a campanha para o governo do estado, além das naturais debilidades organizativas dessa legenda, fizeram com que Jairo infelizmente ficasse em quarto lugar, atrás de Rossetto (PT) e da dupla neoliberal Eduardo Leite (PSDB) e José Ivo Sartori (MDB), ambos que foram ao segundo turno.  

O cenário é dramático. Tanto Sartori quanto Leite concordam com a adesão ao “plano de recuperação fiscal”, que na prática é um projeto de destruição do estado gaúcho com um pacote de privatizações das estatais mais importantes do Rio Grande do Sul (CEEE, Corsan, Banrisul, SulGás, CRM, etc.). Sartori tem como marca de seu governo, além do sucateamento dos serviços públicos, o descaso com o funcionalismo, que recebeu salários atrasados durante toda a sua gestão. Eduardo Leite teve marcas semelhantes na Prefeitura de Pelotas, e defende a privatização da prestação de serviços públicos essenciais, como a saúde e a educação. Além disso, uma eventual vitória de Leite será a consagração da hegemonia tucana no estado, pois o PSDB tem as prefeituras de Pelotas, Santa Maria e Porto Alegre, além de outras cidades importantes. 

Para piorar, tanto Sartori quanto Leite já manifestaram apoio à candidatura presidencial de Jair Bolsonaro, o que se explica pela avalanche conservadora nas eleições proporcionais no estado, em especial as votações expressivas de candidaturas reacionárias para a Assembleia Legislativa e para a Câmara Federal, além da eleição de Heinze ao Senado, tendo sido por pouco a reeleição de Paulo Paim (PT), apoiado por nossa Organização. De toda forma, cabe recordar que o candidato petista, Miguel Rossetto, terceiro colocado, e líder de um eleitorado expressivo para definir o segundo turno, errou muito ao afirmar no calor do resultado que votaria nulo, principalmente pois deveria ter responsabilidade com a candidatura presidencial de Haddad, que precisa buscar palanques de apoio ou tentar neutralizar e diminuir ao máximo os palanques de Bolsonaro. A declaração de Rossetto facilitou a adesão por exemplo de Sartori à Bolsonaro. 

Desde a nossa fundação, A Marighella sempre priorizou apoiar candidaturas que colaborassem com o processo de acumulação de forças. Não por acaso conseguimos eleger no Rio Grande do Sul: Juliana Brizola (deputada estadual/PDT), Pompeo de Mattos (deputado federal/PDT), e Paulo Paim (senador/PT). Também lideramos a expressiva votação de Ciro Gomes em Porto Alegre (19,37%/154.701 votos), que mesmo sem o apoio da campanha oficial, que não existiu na capital gaúcha, e mesmo com tímida vinculação da campanha de Jairo, ficou apenas 6 mil votos atrás de Fernando Haddad (PT), que tinha uma enorme estrutura e um direcionamento vinculado à campanha de Rossetto. 

Porém, o momento aponta que o voto nulo para o Governo do RS acumulará mais forças na luta por um novo Rio Grande do que um endosso aos entreguistas Sartori e Eduardo Leite.

Por fim, o Comitê Estadual do Rio Grande do Sul da Organização A Marighella – CPR não se furtará de um novo debate sobre o segundo turno gaúcho, sendo possível a mudança de posição para voto crítico a uma das candidaturas. Contudo, considerada a realidade atual, considerada a forte semelhança das duas candidaturas e a vinculação expressa com a candidatura presidencial fascista, torna-se imperiosa e urgente a afirmação marighellista pelo voto nulo no segundo turno para o Governo do Rio Grande do Sul.

Nem Leite, nem Sartori! É nulo por um novo Rio Grande!

 

O Comitê Estadual da Coluna do Rio Grande do Sul da Organização A Marighella – Construção do Partido Revolucionário.

Porto Alegre, 14 de outubro de 2018; ao centésimo sétimo ano de imortalidade do Comandante Carlos Marighella.