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Orientações para o 1º Turno presidencial: Ciro Gomes vem aí!
agosto 17, 2018
Nota sobre a matéria da Revista Piauí
agosto 29, 2018

[Coluna RJ] Nacionalizar as eleições do Rio e superar os limites do esquerdismo

Diante do complexo quadro eleitoral do estado do Rio de Janeiro, a Coluna Estadual do Rio de Janeiro da Organização A Marighella – Construção do Partido Revolucionário decide:

  1. Nacionalizar as eleições do Rio de Janeiro, haja vista que o cenário nebuloso de enorme fragmentação do campo progressista, seja no Rio, seja nacionalmente, obriga o reforço da afirmação política e da coesão eleitoral em torno do projeto capitaneado por Ciro Gomes, o projeto nacional e popular.
  2. Por diversos fatores, que não importam nesta oportunidade, Ciro Gomes restou isolado no tema das coligações, com baixo tempo de TV, e com dificuldades na nacionalização de sua campanha, isto é, ter palanques consolidados e fortes em todo o país.
  3. Dessa forma, A Marighella – Construção do Partido Revolucionário -, que defende a candidatura de Ciro e de seu projeto há certo tempo, tem a consciência de que um estado como o Rio de Janeiro é fundamental para o êxito de Ciro, ainda mais considerando tudo o que aconteceu recentemente.

  4. Por isso, apoiamos a candidatura de Pedro Fernandes (PDT/12) ao Governo do Estado do Rio de Janeiro. Além de ser o candidato de Ciro Gomes, Pedro Fernandes apresenta uma alternativa jovem, inovadora e realizadora, que aliada ao renovado PSB fluminense, pode, enfim, apresentar uma saída para o campo progressista. Trata-se de uma candidatura consequente, responsável, de opinião, politicamente em disputa, e programaticamente alinhada com o projeto do Brasil que a gente precisa. Votar em Pedro Fernandes é sustentar a campanha de Ciro Gomes no Rio de Janeiro.

  5. E mais que isso. A campanha de Pedro Fernandes representa mais uma tentativa de superação dos limites do esquerdismo no Rio de Janeiro. A dificuldade eleitoral neste ano parece servir de teste para a batalha municipal de 2020, em especial na capital carioca e na região metropolitana. O campo progressista fluminense não pode seguir refém de uma política atrasada, sectária, quixotesca, pequeno-burguesa, e historicamente fracassada. A percepção é a de que a opção desses setores é sempre a de liderar honrosamente uma derrota memorável do que a de elaborar uma unidade eleitoral, vencer eleições ao executivo, e finalmente governar com avanços sociais. A segunda opção, a mais lógica, é a que não passa pela visão daqueles setores esquerdistas, que devem ser superados em definitivo do comando do campo progressista no Rio.

  6. Assim, mais do que nacionalizar as eleições do Rio, precisamos superar os limites do esquerdismo, que infelizmente se tornou a força dirigente do campo progressista carioca e fluminense, algo que só ocorreu e ocorre principalmente, diga-se de passagem, pela total submissão absurda do PT e de seus satélites aos ditames do PMDB (hoje MDB) carioca e fluminense. Uma inflexão tática que se justificou por muito pela conjuntura nacional (a governabilidade federal), mas depois, flagrantemente, se tornou uma amarração fisiológica, algo que parece não ter fim quando se percebe com clareza o papel da candidatura pós-moderna (descolada e deslocada) de Márcia Tiburi. Afinal, é notório que ela não irá ao segundo turno, e de quem ela furta voto? De Eduardo Paes (DEM), aliado de sempre do PT do Rio, que não é. É evidente que ela retira votos da candidatura competitiva do esquerdismo, Tarcísio Motta (PSOL), ao mesmo tempo em que não se propõe a superar o esquerdismo, ao contrário, reforça as teses esquerdistas e ultraidentitárias sobre diversos assuntos.

  7. O PDT do Rio de Janeiro, ao contrário, lançou uma candidatura que, por mais adversidades que tenha, é inegavelmente uma candidatura que representa o projeto nacional e popular no Rio de Janeiro, o projeto de Ciro Gomes. E por diversas características do candidato, pela sua própria trajetória política (da direita no passado rumo agora à centro-esquerda), pode-se dizer que o seu crescimento deve retirar votos das mais perigosas candidaturas ao futuro do Rio: Eduardo Paes (DEM), Índio da Costa (PSD) e Romário (Podemos), todos com programas de continuidade da destruição de Cabral e Pezão.

  8. Sendo assim, superar os limites do esquerdismo não significa lançar uma versão tão esquerdizante quanto a principal e competitiva candidatura do PSOL fluminense, e tirar votos dessa. Não! Iniciar a superação do esquerdismo é começar a elaborar, em torno das bases do programa de Ciro, um novo campo político e eleitoral progressista no Rio de Janeiro, mais popular, mais de massas, que talvez não tenha um grande resultado neste ano, mas que sairá fortalecido para as eleições municipais de 2020. E por óbvio, a nacionalização das eleições do Rio é uma munição fundamental para a campanha de Ciro Gomes no estado do Rio de Janeiro.
  9. Para deputado federal, defenderemos a recondução do mandato combativo de Chico d’Ângelo. Chico é voz forte na oposição contra Temer, contra o golpismo, contra as reformas trabalhista e previdenciária, contra o congelamento de investimentos sociais, contra a entrega de nossas riquezas nacionais, e contra todas as atrocidades que são encaminhadas no Congresso Nacional. Portanto, reeleger Chico d’Ângelo (PDT/1210) deputado federal é colocar um deputado dos trabalhadores do Rio, um deputado de Ciro Gomes, novamente em Brasília para lutar pelas causas populares.

  10. Do mesmo modo, reeleger Martha Rocha, a deputada estadual do povo, é uma tarefa urgente para garantir mais força na batalha do campo progressista. Martha votou contra a privatização da CEDAE, fez e faz uma oposição muito qualificada ao Governo Pezão. Martha Rocha está na luta pela UERJ e por toda a educação pública estadual (de todos os níveis de ensino). Com inúmeras políticas para as mulheres, a delegada Martha Rocha prova a possibilidade de ser progressista sem ser esquerdista ultraidentitário. É por isso que vamos de Martha Rocha (PDT/12040) para deputada estadual, a deputada do povo!

  11. Para o senado, na primeira vaga estamos com José Bonifácio (PDT/123), o senador de Ciro. Um voto de afirmação do projeto nacional e popular no Rio de Janeiro. Vamos com Bonifácio!

  12. Para a segunda vaga de senado do Rio de Janeiro, a decisão é simples: esperar para ter mais certeza da candidatura que pode impedir a eleição do filho do Bolsonaro e a eleição de Cesar Maia. Essa espera será feita com uma avaliação constante do cenário eleitoral para o senado no Rio de Janeiro, em especial, nos momentos finais da campanha.

  13. Nacionalizar as eleições do Rio e superar os limites do esquerdismo! Ciro Gomes vem aí! E vamos com Pedro Fernandes (Governador), Martha Rocha (Deputada Estadual), Chico d’Ângelo (Deputado Federal), e José Bonifácio (Senador)!

O Comitê Estadual da Coluna do Rio de Janeiro da Organização A Marighella – Construção do Partido Revolucionário.

Rio de Janeiro, 29 de agosto de 2018; ao centésimo sétimo ano de imortalidade do Comandante Carlos Marighella.