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Marighella Vive: 48 anos de despedida física do Comandante
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Nota de pesar por Moniz Bandeira
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VIVA O CENTENÁRIO DA REVOLUÇÃO RUSSA! VIVA O SOCIALISMO! VIVA A REVOLUÇÃO!

Há exatos cem anos, em 7 de novembro de nosso calendário ocidental gregoriano e em 25 de outubro do velho calendário oriental juliano, a Rússia seria palco da primeira grande revolução socialista. Era o ano de 1917, uma perpétua marca na luta dos povos explorados de todo mundo. A vitória dos bolcheviques, ora partido revolucionário comunista, foi a consagração da classe trabalhadora universal. Não há acontecimento mais relevante no século XX que a gloriosa revolução de outubro de 1917.

Liderada por Lenin e Stalin, a revolução russa foi o maior triunfo ideológico do marxismo-leninismo, uma verdadeira abertura para o avanço do comunismo pelo globo terrestre. Todas as experiências revolucionárias posteriores pelo mundo tiveram nas lições soviéticas verdadeiras fontes inesgotáveis de inspiração e aprendizado. Fundamental foi a União Soviética no processo de descolonização dos povos oprimidos pelos velhos impérios, pelas idosas monarquias europeias, e pelo próprio imperialismo norte-americano, em especial é certa a gratidão dos povos da África, da Ásia, da América nessa jornada de libertação de suas nações.

Da mesma maneira, o que seriam das conquistas sociais, dos direitos trabalhistas, dos diversos direitos civis, em particular dos direitos das mulheres, que foram comemorados em todo o mundo, não fosse a ousadia da revolução russa em ter emancipado sua classe trabalhadora, em ter potencializado o papel político e social das mulheres, em ter feito avançar a igualdade material entre todos de direitos e deveres em uma sociedade de economia planificada. A União Soviética iluminou o caminho pelo qual passaram as mudanças civilizatórias mais importantes do século XX, inclusive nos aspectos tecnológicos com sua extraordinária industrialização. A velha Rússia atrasada do czarismo transformou-se em poucas décadas na grandiosa União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, poderosa união dos povos livres daquela região, detentora de uma economia altamente desenvolvida que superou o atraso, a fome, a miséria, e elevou imensamente o padrão de vida da população local.

A generosidade do socialismo, após o êxito russo, alcançou em larga escala os corações e as mentes das massas trabalhadoras e populares de todo o mundo. Não diferente seria no Brasil. E assim que em 25 de março de 1922, na cidade de Niterói, no estado do Rio de Janeiro, fora fundado o Partido Comunista – Seção Brasileira da Internacional Comunista (PC-SBIC), enfim o nosso velho Partido Comunista do Brasil (PCB), que junto com a ALN (Ação Libertadora Nacional) formam a reluzente herança da Organização A Marighella – Construção do Partido Revolucionário.

É indispensável mencionar a entrega do povo soviético na Grande Guerra Patriótica, ora Segunda Guerra Mundial. Não fosse o sacrifício pela humanidade de um sexto de sua população no confronto histórico contra o nazifascismo, não fosse o caráter indestrutível do Exército vermelho Soviético, enfim, não fossem todos os esforços da URSS sob a direção do Camarada Stalin, o mundo hoje poderia vivenciar dias ainda mais sombrios do que os atuais. Indubitavelmente, a União Soviética venceu a Alemanha nazista salvando toda a humanidade!

Não é devaneio afirmar que todas as grandes conquistas e avanços, em particular os civilizatórios, da humanidade depois de 1917 tiveram relação direta ou indireta com o legado revolucionário soviético. O que seria do mundo sem a revolução russa? O que seriam dos povos explorados da África, da Ásia e da América, sem o apoio crucial, de todas as formas, da União Soviética, para que pudessem se libertar da triste página da colonização? O que seriam dos países socialistas sem o amparo fraterno da velha URSS? O que seriam dos direitos civis e trabalhistas sem as céleres e modernas conquistas do povo russo ainda nos anos 20? O que seria do mundo hoje sem a participação decisiva e vitoriosa do Exército Soviético na Segunda Guerra Mundial? Por tudo, cumpre destacar a atualidade da centenária revolução russa. A revolução russa está presente em todas as jornadas, em todas as ações, em todas as elaborações, é um fenômeno histórico onipresente na memória, na teoria e na prática dos revolucionários comunistas.

Diante das degenerações diversas, dos sucessivos equívocos desde o desaparecimento físico do Camarada Stalin, diante da ofensiva imperialista por dentro e por fora, diante de todo o processo contra-revolucionário, diante do golpe de 1991, o imperialismo e os entusiastas neoliberais buscaram enterrar a revolução russa, bem como relegar o marxismo-leninismo aos museus de história. Contudo, a presente vitalidade dos revolucionários comunistas aqui e em todo o mundo faz desnecessário ter que lembrar que o socialismo ainda vive, e que a revolução russa ainda nos inspira e ensina. Nesse aspecto, é preciso recordar a resistência dos povos que ainda vivenciam o socialismo em seus países, em especial: Coreia Popular, China, Vietnã e Cuba. Não é mais um terço da humanidade que vive sob regimes tributários da revolução de outubro de 1917, porém, depois de todos os ataques sofridos, o socialismo segue como única força viva capaz de destruir a putrefata ordem capitalista em cada país para finalmente conduzir a humanidade a um novo estágio civilizatório, no qual o estado e as classes serão definitivamente superadas, no qual a prosperidade será para todos.

A Organização A Marighella – Construção do Partido Revolucionário – festeja o centenário da gloriosa revolução russa, e exalta o firme legado soviético na luta dos povos explorados de todo o mundo. Pois mesmo em tempos sombrios como os atuais, o papel dos revolucionários comunistas, no presente que deve ser constantemente de luta, sempre será de apontar para o futuro de conquistas!

A Aurora sempre vem! O Sol ainda há de brilhar para todos novamente!

Viva o centenário da Revolução Russa!

Viva o Socialismo! Viva a Revolução!

Trabalhadores do Brasil: Venceremos!

“À medida que cresce a resistência da burguesia e dos seus parasitas cresce a força do proletariado e do campesinato que a ele se uniu. Os explorados fortalecer-se-ão, amadurecerão, crescerão, aprenderão, afastarão de si o “velho Adão” da escravidão assalariada à medida que crescer a resistência dos seus inimigos – os exploradores. A vitória estará do lado dos explorados, porque do seu lado está a vida, do seu lado está a força do número, a força da massa, a força das fontes inesgotáveis de tudo o que é abnegado, avançado e honesto, de tudo o que aspira a avançar, de tudo o que desperta para a construção do novo, de toda a gigantesca reserva de energia e de talentos do chamado “baixo povo”, os operários e camponeses. A vitória pertence-lhes.”

Vladimir Ilyich Ulyanov, Lenin, eterno Lenin!

Brasil, 7 de novembro de 2017; ao 106º ano de imortalidade do Comandante Carlos Marighella.
Comando Nacional da Organização A Marighella – Construção do Partido Revolucionário